A escola é particular?
Anonymous

Não, pública.

♬ LOUIS TREMONT, rebel, dezoito anos.

♯ meet the french bastard

Louis Tremont nasceu numa França fria e distante. Tal descrição de seu berço de nascença se espelhava também na situação parental na casa do rapaz. Filho de um casal tão apaixonado quanto britânicos e ingleses podiam ser, a iminente tragédia da separação assombrou a infância do garoto que encontrava refúgio no ateliê de alfaiataria de Philippe, seu pai; onde o conforto vinha do antigo toca-discos da família e alguns cigarros roubados.
Desde muito jovem o garoto francês desenvolveu um ligeiro gosto para o melacólico e proibido. A distância com os pais, sobretudo a mãe, lhe fez um sujeito reservado, mas não menos comunicativo. O segredo para se aproximar de Louis sempre fora a música. Ou, pelo menos, algo que envolvesse acordes e boas composições. Seu gosto por cigarros apareceu na infância devido ao contato frequente do pai com a fumaça entre os panos; o que auxiliou e muito a desenvolver tamanho apreço por parte do francês menor. Se tal hábito tivesse sido notado cedo, talvez Louis não tivesse começado o declínio da vida tão prematuramente.
O clima pesado na casa da família Tremont durou até uma madrugada chuvosa em Paris, onde, após a maior e definitiva briga do casal progenitor, a mãe de Louis – Brigitte – colocou as malas no carro e partiu do casarão no coração da França. Numa fuga que, em um clima tão promissor quanto o motivo da mesma, acabou causando a calamidade crucial da vida do rapaz de, então, nove anos: A morte de Brigitte.
Órfão de mãe, Louis então cresceu na companhia do pai que, a despeito das constantes brigas e discussões com a falecida esposa, tornou-se melancólico a ponto de definhar. Não o suficiente para tornar órfão de vez o garoto, mas o bastante para fazê-lo receber o novo vazio da figura paterna. Desta forma, o refúgio e único escape que Louis encontrou foram as ruas parisienses e as crescentes discotecas da época, onde música eletrônica contagiava os jovens agitados e os faziam dançarem sobre o mesmo piso. Eram nestes momentos que Louis encontrava sua nirvana pessoal; onde nada mais faziam sentido além das batidas (ora animadas, ora tristes) e qualquer coisa terrena deixava de importar. Foi justamente nesta época que o rapaz desenvolveu um gosto especial por passar as noites fora de casa.
No colégio, sempre fora reservado e até mesmo aplicado, todavia tão devotamente desleixado com os demais que poucas amizades foram formadas visto que seu interesse nas outras pessoas era, para não dizer nulo, eminentemente variável. Sua mentalidade sempre lhe impediu de formar grupos; o  que, naquele tempo, parecia uma ofensa crescente. Embora calmo e extremamente instrospectivo, o rapaz tinha traços de personalidade explosivos. Não era tão paciente ou amável, mas, sim, crítico e extremamente antipático. Era o mal dos franceses, diziam. Sempre torcendo os narizes para outras culturas. Ou, no caso de Louis, qualquer personalidade egocêntrica. Os mauricinhos da época nunca haviam lhe agradado tanto assim e isso lhe fazia um brigão. Constantes eram as vezes em que se retirava do colégio para intermináveis caminhadas por Paris, pontuadas por nicotina barata e músicas que cantarolava secretamente. Porque cantá-las também era algo que o rapaz apreciava. E que, definitivamente, não o fazia perto de mais ninguém.
Quando Louis Tremont completou dezoito anos, uma mudança se fez presente: A família despedaçada, e constituída de apenas duas figuras masculinas, estava se mudando para os Estados Unidos. O longo passado de anos consternados parecia enfim ter consumido toda a essência de Philippe Tremont, de maneira que um desejo ardente de retomar os negócios se fez em outro lugar. Naquela época, com a crescente tecnologia, as evidentes oposições, a hierarquia social e, claro, as vantagens e desvantagens de ser um estrangeiro, a melhor escolha para escapar de uma França frívola pareceu mudar-se para o subúrbio de San Diego. Assim, Louis mudou-se para as terras americanas e logo fora matriculado no colégio de renome da região: Harrison High. Não era necessário citar a certa dificuldade em encaixar-se num país tão diferente apesar da historicidade entre a nova terra e a sua natal, todavia, havia algo ali que despertou também no rapaz a vontade de descobrir mais. Pela primeira vez em sua turbulenta e cinzenta vida, tinha a ânsia de absorver novas histórias e características. Talvez conhecer novo rostos e, com certeza, novas bandas. Embeber-se da onda crescente que os anos oitenta traziam e que impactava diretamente em seu espírito jovem; ainda que preso em décadas anteriores ou num espaço-tempo que o próprio rapaz desconhecia.
Ao seu modo desajeitado e dentro dos limites de seu espaço pessoal, Louis então passou a viver em San Diego com o pai. Mantendo a linha de frequentador não tão assíduo dos colégios e melhor habitante do hot point da cidade californiana; aquele onde a música soava já do lado de fora das portas. Ali estava sua chance de reconstituir o que a França deixara para trás e que ele, definitivamente, sentia falta: Uma aventura. Com requintes musicais e talvez extrapolados, brigas e drogas, álcool e gírias, porém certamente uma aventura que lhe fizesse reavivar-se da constância mórbida dos outros anos de sua vida.

Faceclaim: Louis Garrel.



10 months ago1 note
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uma garota não pode ser jock, né?

Sim. Do mesmo jeito que um garoto não pode ser uma Material Girl.



10 months ago
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♬ REN FUCHS, jock, dezessete anos.

♯ meet the shameless

Nascido em Toronto e crescido na parte alta e popular da cidade, não é surpresa que Ren tenha aquela típica personalidade em que todas as garotas suspiram ao passar. Não somente pela aparência, mas também pelo fato dele ter entrado no mundo do basquete desde apenas sete anos de idade. Tudo isso começou quando seu pai tinha acabado de se separar de sua mãe. Obviamente, escolheu morar com o pai por ter mais afinidade. No entanto, seu pai era viciado em esportes e, como não podia deixar um garoto indefeso de sete anos sozinho dentro de casa, o levava como acompanhante. A vida de seu pai se baseava nisso e, honestamente, Ren não achava nada de ruim.

Por fora dos treinos de basquete que tinha na escola, Fuchs jogava grande parte do dia no quintal da sua casa com seu pai e os amigos de seu pai. Por mais que fosse mais novo, isso não o fazia mais vulnerável na quadra. Era muito bom em tudo que fazia. Se dedicava tanto nas atividades físicas que acabara deixando a responsabilidade de estudar de lado e apenas vivia no mundo dos esportes. Isso, de fato, prejudicou seu aprendizado, mas ele não ligava, nem muito menos seu pai. Ele fazia questão de que o filho fizesse tudo que ele perdeu a oportunidade de fazer.

Ren se espelhava muito em seu pai e fazia tudo que ele mandava. Mas no colégio era tudo diferente. Com o passar do tempo, ele se tornara o “líder” do grupo dos populares, e no que mandava em tudo. Tinha as garotas que queria, tinha todas as atividades feitas pelos nerds de sua escola, era o capitão do time de basquete… o que mais poderia dar errado? Ah, sim… é nessa parte em que Fuchs tem que deixar sua vida inteira no Canadá e ir morar em San Diego por causa da transferência de trabalho do seu pai. Não entendia como o mudaram de um país para outro, mas não questionou absolutamente nada. Sabia que, se o fizesse, seu pai o deixaria na casa da mãe e isso era o que ele menos queria. Então, aceitou calado e logo se mudou para a tão longe San Diego.

Após a primeira impressão, não poderia negar que, apesar de preferir o Canadá, a sua nova cidade era bem satisfatória. Não só a cidade, assim também como as pessoas (garotas, na verdade, e que tinham aparências muito agradáveis por sinal) e principalmente um lugar chamado Pizza Planet. Ren estava com a esperança de que logo se adaptasse a nova cidade e foi exatamente o que aconteceu. Começou a andar com um grupo denominado jocks, cujo identificou-se de cara. E a partir daí, pretende manter do jeito que começou e espera que consiga ser do mesmo modo que era em sua antiga cidade em relação ao basquete, sua grande e fixa paixão.

Faceclaim: Jake Abel.



11 months ago
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11 months ago
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♬ AGNES WILLIAMS, rebel, dezenove anos.

♯ meet the future girl

Nos anos sessenta, numa área nobre de Nova York, morava a família Marshall. Com uma enorme mansão, dois cachorros, um passarinho e uma filha, a nem-tão-doce Marienne Marshall de dezessete anos. Seus pais, como membros da alta classe, queriam que sua filha única fosse seu bibelô, mas não foi bem assim que aconteceu. Marienne pertencia á um grupo social um tanto popular na época, um grupo que era á favor da “mãe natureza”, contra o capitalismo e aos ideais das famílias ricas e da classe média, sua frase de efeito era “paz e amor”. Sim, Marienne era uma hippie e sua família não tinha nem um pouco de orgulho disso.

Já no subúrbio da cidade, vivia um rapaz bonito, boa pinta e pegador, seu nome era James Williams. Dividia um apartamento com alguns amigos, amigos no qual tinha uma banda com. Slutty Pumpkin tocava em alguns bares e boates da cidade, com letras de amor á natureza e aos seres humanos, eles até que eram um pouco populares, porém só viam aquilo como um hobbie. Recusavam pedidos de gravadoras toda hora, e estavam felizes do jeito que viviam.

1969, o festival mais esperado do ano começava, Woodstock, e é claro, que Marienne estava lá. Enfrentou os pais e fugiu de casa para que pudesse ir á tal lugar, onde teve muita diversão e inclusive, conheceu a sua “alma gêmea”, James Williams. O amor de ambos era como desses de novela e isso logo resultou em uma linda gravidez, que gerou sua primeira e única filha.

Agnes cresceu morando em um trailer, escutando Janis Joplin e Bob Marley. Sua infância foi repleta de amor e carinho, diferente de sua adolescência. Seus pais eram muito liberais, e para ela aquilo era ruim, pois nenhum de seus colegas tinham tal tratamento e ela queria ser como eles, queria ter uma vida “normal” de uma adolescente. Ela fazia muitas coisas para seus pais a notarem. Vendia drogas, ficava com caras mais velhos e chegou até a ser presa, mas nada, nada fazia com que seus pais fossem mais “duros” com ela.

Com o passar do tempo à garota aprendeu os benefícios de ter pais nem ai, e começou a aproveitar isso da melhor maneira possível. Ela aprendeu que não precisava ter a vida de uma adolescente normal, e sim a vida de uma adolescente feliz, e por isso foi buscar sua felicidade em outro lugar, em San Diego para ser mais preciso, e seus pais a apoiaram nessa decisão.

Ao completar exatos dezessete anos, Marienne e James lhe deram uma pequena quantia de dinheiro para que ela pudesse começar sua vida, e lá se foi ela, para San Diego. Com o dinheiro que seus pais lhe deram, conseguiu pagar a viagem e alugar um apartamento qualquer no subúrbio.

Agnes, não só chamou a atenção dos rapazes comuns, como também dos empresários. Com seus belos olhos azuis vindos de sua mãe, e cabelos lisos e castanhos vindos de seu pai, rapidamente conseguiu alguns bicos como modelo, mas não era nada fixo, só rendia alguns trocados, até chegar no momento em que aquele dinheiro não era o suficiente.

Depois de muito procurar, a garota finamente achou um emprego fixo numa loja de discos. Ela não ganhava muito bem, mas dava para pagar o aluguel, sua comida, e pelo menos uma vez na semana, ela conseguia ir ao Pizza Planet, lugar onde vendia seu milk-shake favorito, o que para ela estava ótimo.

Agnes sempre foi uma garota de atitude. Com seus ideais feministas, entendia de assuntos difíceis até mesmo para pessoas bem mais velhas que ela. Ia á protestos sem nem mesmo hesitar e mesmo sendo jovem, não tinha medo dos policiais, assim fez amizade com pessoas mais velhas e com os mesmos ideais que ela.

Seu gosto musical é bastante variado, apesar de ser fissurada em bandas britânicas, como Joy Division, The Smiths, The Cure, New Order, Led Zeppelin, Deep Purple, The Who entre outros. Suas bandas americanas favoritas eram The Velvet Underground, Aerosmith e Sonic Youth.

Quando é questionada sobre sua sexualidade, prefere não dizer muito. Agnes acha que rótulos são desnecessários, e não alega ser hétero, bi, ou lésbica, apenas diz que gosta de pessoas. Apesar da preferência á meninos, se um dia vier a ficar afim de uma garota, não terá problema nenhum com isso. Quanto aos seus relacionamentos sérios, nenhum deles durou muito, o que a fez convencer de que o amor não existe, mesmo se lembrando de quanto seus pais se amavam, o que a confundia um pouco.

Agnes tenta ao máximo não basear suas amizades em grupos, tentando se dar bem com todos ao seu redor, pelo fato de não gostar de colocar rótulos em tudo, apesar de acabar se socializando apenas com aqueles lhe convém, e não fazer esforços de se aproximar de alguém que não vai com a cara.

Ela é muito ligada em questões ambientais, preferindo sempre coisas sustentáveis ao capitalismo exacerbado em que a sociedade se encontrava na época.

Não apenas seu rostinho bonito que lhe deu bicos como modelo, mas também seu estilo diferente. Uma mistura do hippie de seus pais, com uma pitada de punk rock, grunge e folk davam á menina um look único, e até estranho para tal época, o que originou seu apelido de “garota do futuro”

Resumindo, Agnes é uma garota com ideias e princípios fortes, tem bastante estilo, bom gosto música, apenas procurando uma vida feliz, e não vai descansar até encontrar, não mesmo.

Faceclaim: Alexa Chung.



11 months ago1 note
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                    heads will roll!❞ [listen]

 the pizza planet gladly presents…

A festa de Halloween é uma comemoração tradicional organizada pela Sra. Lovelace com o intuito de comemorar a data mais assustadora do ano. O jukebox já foi abastecido com discos novos incluindo Michael Jackson, Rockwell, Talking Heads, entre outros. Somente os jovens fantasiados terão a entrada admitida. Vista a sua melhor fantasia, assuste quem puder, traga os seus doces. Toda a população adolescente da cidade está convidada!

Início às 20h do dia 19 de outubro, duração a ser determinada.



11 months ago5 notes
tagged as: #eventos


11 months ago
tagged as: #follow

Não aceitaremos freaks por tempo indeterminado, para que o número de integrantes em todos os grupos se equilibre.



11 months ago
tagged as: #avisos
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